Polícia investiga caso de mulher que dormiu 3 dias com marido morto






São Paulo – A causa da morte de Hélio de Noronha, de 64 anos, ainda é permeada por dúvidas, uma semana depois que um socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou seu óbito, em Campinas, no interior paulista. A polícia investiga o caso.





O cadáver permaneceu por três dias sobre a cama e sua companheira, de 80 anos, afirmou em depoimento à Polícia Civil que não havia percebido a morte do marido, ao lado do qual teria dormido durante este período.

O caso foi registrado no boletim de ocorrência como morte suspeita, porque o médico que analisou o corpo “não atestou morte natural”.

Em nota enviada na tarde desta segunda-feira (19) ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que a Polícia Civil aguarda laudos periciais, em elaboração, para avançar nas investigações.

“Tão logo forem finalizados, serão analisados pela autoridade policial.” As investigações seguem “para esclarecer os fatos.”

A versão da idosa deixou alguns familiares desconfiados. Eles afirmaram ter sentido o cheiro do corpo, já em processo de decomposição, da calçada em frente à residência do bairro Jardim Ouro Verde, quando a morte dele foi confirmada no último dia 12.

Análises preliminares da Polícia Científica mostram que o corpo de Hélio, “já em estado de putrefação”, estava sem vida de três a quatro dias antes de ser encontrado pelo Samu.

Por: Metrópoles