Crianças aprenderam a fazer o suco de melancia da Magali, personagem de Maurício de Souza. 📷Thallysson Alves / Ascom Sesau 




A alimentação saudável é um ensinamento que precisa ser repassado para as futuras gerações. Já está comprovado que as pessoas que se alimentam de forma equilibrada têm melhor qualidade de vida, previnem doenças e fortalecem o sistema imunológico. Desse modo, o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, realiza, periodicamente, a Oficina de Culinária da Pediatria, onde as crianças entendem que é muito mais legal consumir frutas, legumes, verduras, água mineral e outros itens recomendados pelos nutricionistas.

 

A oficina é realizada mensalmente e todas as crianças internadas na Pediatria, e seus respectivos responsáveis, são convidadas. Durante a atividade, a nutricionista Rosemary Caldas, com estagiários, também mostra como pode ser divertida a preparação de um cardápio saudável, e explica a necessidade do envolvimento de um adulto durante o processo. De forma criativa, também há espaço para a apresentação de novas ideias de cardápios, podendo corresponder a temática do mês.

“Falar em nutrição para crianças é muito importante, pois ensinamos conceitos necessários para a prevenção de doenças cada vez mais frequentes na infância, como a obesidade, a hipercolesterolemia (taxas elevadas de colesterol no sangue), e o diabetes, por exemplo. A Organização Mundial da Saúde aponta obesidade infantil como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. A estimativa é que em 2025 o número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo chegue a 75 milhões, caso nada seja feito. Desse modo, é preciso que todos façamos algo agora para tentar reverter esse problema que trará outras consequências”, destacou Rosemary Caldas.

O excesso de peso na infância aumenta o risco de mais adultos com diabetes, hipertensão arterial, problemas cardíacos, alterações esqueléticas e de postura, entre outros. Socialmente, esse perfil prejudica o desenvolvimento econômico da família, condiciona o bem-estar à prática direta das recomendações de especialistas e prejudica a saúde mental das pessoas que convivem com a doença, bem como de seus entes. Contudo, é imprescindível que as crianças sejam estimuladas a se alimentarem adequadamente e que seus responsáveis também vivam o que orientam a elas.

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Agência Alagoas