O laudo sobre a causa da morte de José Aílton deve sair em dez dias. O conflito ocorreu na segunda-feira (15) no rio Maici Mirim, afluente do rio Madeira, onde fica o Território Indígena Pirahã, um povo considerado de recente contato que mantém seu modo de vida tradicional e evita convívio com a sociedade não indígena.
A secretaria informou que, por se tratar de território indígena, o caso deve ser investigado pela Polícia Federal — procurada, a corporação não respondeu. A Funai, em Brasília, respondeu que acompanha o caso com o MPI (Ministério dos Povos Indígenas) e que aguardava informações.
Caçadores e coletores, os pirahãs, em sua maioria, não falam português e vêm sofrendo com falta de alimentos no território. A língua pirahã é considerada uma das mais complexas.
Segundo boletim de ocorrência registrado pela tia de dois sobreviventes, a casa do agricultor José Ailton Teodoro dos Santos (fora do território dos pirahã) foi invadida por indígenas que teriam roubado comida e roupas.
Ainda com base no registro policial, os quatro homens decidiram ir atrás dos indígenas para recuperar o que foi roubado, usando uma embarcação de pequeno porte, e foram atacados a flechas. O boletim de ocorrência não detalha se a flechada ocorreu dentro do território indígena.
O agricultor Roney Vieira dos Santos foi atingido por uma flecha, mas conseguiu escapar e foi levado ao hospital. Os outros três pularam no rio. Horas depois, o corpo de José Ailton foi encontrado no rio Maici com marcas de golpes e sangue na cabeça.
Por: TNH1


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