As informações foram confirmadas ao Metrópoles pela delegada Milena Davoli, responsável pelo caso.
No terreno, foram encontradas sacolas plásticas contendo o tronco e a cabeça da vítima, além de uma carteira de identidade que apontou que o homem era Daniel Ferreira Crol, natural de Pompéia, no interior paulista, que morava em Quintana havia poucos meses.
A partir da localização das partes do corpo do homem, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Tupã foi acionada para ajudar a Delegacia de Quintana. Em uma das primeiras ações, a bicicleta da vítima foi encontrada no entorno do terreno baldio e próximo ao ponto de desova.
Após delimitarem o perfil social e comportamental da vítima, além de seu círculo de convivência, os agentes conseguiram identificar possíveis envolvidos no crime. Dois dias após a descoberta inicial, os membros inferiores e superiores da vítima foram encontrados e confirmados a partir de tatuagens.
Câmeras de segurança de imóveis na região flagraram a vítima caminhando pela cidade acompanhado de dois indivíduos em horários compatíveis com seu desaparecimento. As roupas usadas pelos homens foram cruciais para que as equipes de investigação chegassem aos suspeitos, sendo que um deles foi localizado trajando a mesma blusa vista nas filmagens e o outro foi identificado pelas vestimentas exibidas em vídeos postados em suas próprias redes sociais.
Na residência de um dos suspeitos, foram detectadas extensas manchas de sangue em um sofá, no chão e nos móveis. Exames confirmaram que a execução de Daniel aconteceu dentro da casa. Um pedaço de madeira, que teria sido usado como instrumento de agressão, também foi encontrado no local.
A faca utilizada na prática do crime e os tecidos usados para transportar as partes do corpo da vítima não foram localizados. Os artefatos foram descartados no lixo doméstico e recolhidos pelo serviço de coleta antes da chegada da polícia e as diligências no aterro sanitário não tiveram êxito, já que o material já havia sido enterrado.


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