Um grave acidente envolvendo um ônibus que saiu de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, deixou cinco pessoas mortas — três delas alagoanas, entre elas um bebê de apenas um ano — na noite dessa quarta-feira (21), na BR-251, na Serra de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais. O veículo seguia para Itapema, em Santa Catarina, quando tombou em um trecho de declive e curva da rodovia.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a principal suspeita é de falha no sistema de frenagem, agravada pelas condições da pista molhada devido ao chuvisco no momento do acidente.
Ônibus perdeu os freios em trecho de serra
De acordo com a PRF, o ônibus trafegava no sentido Salinas–Montes Claros quando apresentou problemas mecânicos ao descer a serra. O motorista não conseguiu reduzir a velocidade, o veículo saiu da pista e tombou às margens da rodovia, na altura do km 474,8.
O coletivo transportava cerca de 49 pessoas, a maioria passageiros que embarcaram em cidades de Alagoas, como Arapiraca, Água Branca, Mata Grande, União dos Palmares e Delmiro Gouveia, além de municípios da Bahia.
Cinco mortos são de Alagoas; bebê e mãe estão entre as vítimas
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou cinco mortes no local:
- Bebê de um ano e sete meses – menina;
- Mulher 19 anos;
- Homem de 25 anos;
- Homem de 43 anos;
Entre as vítimas estão um homem, uma mulher e um bebê de 1 ano, naturais de Alagoas. O bebê foi identificado como Luna, e a mãe, Luana, de 19 anos, moradoras de Delmiro Gouveia, no Alto Sertão alagoano.
Já o homem foi identificado como Cristovão e seria natural de Olho D’Água do Casado, mas residiria em Piranhas, onde atuaria como funcionário público da prefeitura e seria proprietário de uma pizzaria.
Segundo os bombeiros, o corpo do bebê e o de uma mulher foram encontrados fora do ônibus, enquanto dois homens e outra mulher ficaram presos sob o veículo, sendo retirados após o destombamento do coletivo e o trabalho da perícia.
Feridos foram levados para hospitais mineiros
Além das mortes, o acidente deixou nove pessoas gravemente feridas, com múltiplas fraturas e escoriações, que foram socorridas pelo Samu e pelos bombeiros e encaminhadas para hospitais de Francisco Sá e Montes Claros. Outras 34 pessoas tiveram ferimentos leves ou não se feriram.
O atendimento mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, PRF, Samu e Polícia Civil, e a rodovia precisou ser parcialmente interditada durante o resgate.
Sobreviventes relatam falhas mecânicas e momentos de pânico
Passageiros relataram que o ônibus apresentava problemas mecânicos desde o início da viagem. O ajudante de eletricista Enthony da Silva afirmou que o veículo teria rodado boa parte do trajeto sem os freios traseiros, utilizando apenas os dianteiros.
Sobreviventes também descreveram momentos de desespero. A agricultora Rafaela Ferreira dos Santos, alagoana, grávida de quatro meses, viajava com o filho de seis anos.
“Foi horrível demais. Eu só pensava no meu filho. Todo mundo começou a gritar quando o ônibus tombou”, relatou.
Outro passageiro, Jerri Adriano, também de Alagoas, disse que percebeu o ônibus perder o controle antes de tombar. “Foi tudo muito rápido. O ônibus virou de um lado, depois do outro, e tombou. Todo mundo gritava. Nasci de novo”, contou.
Por: G1


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